Melancolía

Fevereiro 19, 2009 por danilojames


Colombo e a direção onde vive minha metade.

Colombo e a direção onde vive minha metade.

“Quando a gente faz parte de dois mundos, nunca mais será inteiro em um só.” – by Flávia ***

É essa frase, que li numa comunidade do Orkut, que tem me feito pensar muito. Uma frase forte e que me dá muito medo.

A cada dia que passa vou me apaixonando por minha vida em Barcelona, e numa escala dolorosamente proporcional, sinto ainda mais falta de minha vida em Sampa.

Barcelona com toda sua beleza, seu charme e sua vida alternativa e artística tem me ganhado a cada dia. O clima delicioso – agora parece nosso frio invernal de Sampa, mas com sol e céu claro praticamente todos os dias. Meus novos amigos que fiz. Minha nova casa. Minha vida de moço independente. E claro, minha doce e maravilhosa Pilar. Como é bom amar e ser amado.

Mas também sinto falta de Sampa, de sua loucura e sua garoa. Saudade – de tirar o fôlego – de meus pais, de fazer parte da vida deles e de ter em seus braços como meu melhor refúgio. Sinto falta da minha casa e da minha comodidade. Saudades dos botecos e baladas estranhas de gente esquisita.

E de meus amigos – os velhos, os de sempre, os de balada, os que vieram do trabalho, da facul e da vida. Ah, vongoléticos e xotísticos, que saudades.

Saudades de fazer parte de algo… de alguém… de algum lugar.

Daí surge o medo. Com tudo isso, como será daqui a 6 meses? Como vou lidar com isso? Onde estarei? E será que algum dia vou me sentir completo em algum lugar? E todas essas dúvidas misturadas com a grande melancolia de se sentir parte viva e pulsante de um lugar, me traz para um semi-buraco-negro onde é difícil de se mover, de levantar.

Então, vem uma força que surge não sei bem de onde que me diz: corre garoto que o mundo é só seu! Aí, eu corro. Só espero chegar a algum lugar logo e ser feliz – completamente.


Só para constar: Acima é a primeira foto que – estrategicamente pensada para esse blog - tirei quando cheguei nessas terras. É o famoso Colón, ao final de las Ramblas, onde Cristóbal Colón aponta para a América. E a música, é de um grupo magnífico de fusão bossa/samba/flamenco que conheci aqui. Se chama Saravacalé. Conheçam: WWW.myspace.com/saravacale.

Mi vida

Janeiro 27, 2009 por danilojames

Bem meus caros, primeiramente: FELIZ ANO A TODOS! Depois, mais uma vez, desculpas por não postar. Minha vida aqui, apesar de não ter tantas novidades e de certa forma já ter uma rotina (horrível rotina, mas ainda uma rotina), tá indo muito bem. Mas vamos ao que importa…

Natal

Fui para a Alemanha (Münster/Dörsten) para passar com minha irmãzinha, que amo tanto. Depois do estresse de perder vôo e chegar mais tarde do que o esperado, ao final cada segundo valeu a pena. Foi ótimo estar com alguém da família. Kinha muito obrigado!

Destaques: Frio, muito frio, ainda bem que moro em Barcelona. Existe uma família alemã com coração e o calor tipicamente brasileiro. Ganhei quilinhos a mais, justamente quando os havia perdido – ou melhor – eliminado. A precisão dos transportes alemães, apesar de serem muito mais caros que em qualquer lugar da Europa, é assustadora.  Minha irmã vai ser podre de rica, se continuar se esforçando e seguindo os passos de seus amigos alemães tipicamente feanos (Améééém!).

Constatações: 1) Natal combina com frio. Sim, são lindos os pinheiros, as luzes, as velas, o “calor” familiar e as comidas calóricas, mas por favor gente, isso tudo combina com frio! Vamos ser um pouco mais autênticos e parar de seguir essa coisa dos países do hemisfério norte! 2) Morar com virginianos paradoxais é extremamente perigoso. Cuidado com a síndrome de organização que os acomete uma vez ao dia, principalmente se esse virginiano for um pouco desorganizado. Daí vem o paradoxo!

Ano Novo

Minha irmã e suas amigas vieram para Barcelona. Depois dos dias turistiando (!!) com as meninas chegou a noite do Reveillón. Roteiro: Ceia bem básica no meu apê, metro lotado para ir até a Torre Agbar – mais conhecida como Pinto Gigante de Luzes, virada no apê de uns baianos arretados de bom, 12 uvas engolidas muito tempo depois das badaladas, danças bêbadas de axé e por fim uma baladinha para passar o tempo – que durou até as 7 da manhã.

Destaques: Como éramos um bando de brasileiros, acabamos dando primeiro os beijos e abraços de feliz ano ao invés de comer as 12 uvas em cada badalada do novo ano como manda a tradição espanhola – adorei. Foi o primeiro ano que, naquela conversinha com o cara lá de cima, eu só agradeci, acabei não pedindo nada para ele, aliás, acho que não fiz nenhuma resolução para esse ano (shiiii). Taxi não trabalha na manhã do dia primeiro – não vimos nenhum e tivemos que voltar andaaaaando.

Constatações: 1) Reveillon é calor. É praia. É roupa branca. É fogos de artifício. É pular as 7 ondas. É estar com seus melhores amigos. É fazer suas resoluções para o próximo ano. Pronto falei. Desculpa a mente fechada, mas é isso. 2) Barcelona não é um lugar para se passar o Reveillón na Europa. Defitivamente. Se tiverem que escolher: Berlim, que é frio mas pelo menos tem uma das maiores festas ao ar livre na Europa e de quebra o maravilhoso portão de Brandenburg.

Pós

Ótima. Vendo cada vez mais novidades. Continua super puxada de trabalhos. Aprendi a estudar. To tirando boas notas. Agora tenho amigos. Mas, de modo geral, ela podia ser melhor.

Mudança

Depois de 2 semanas inteiras visitando apês e vendo de tudo, desde gente estranha até cozinhas nojentas, em fevereiro mudo de apê. Boa localização, apê melhor equipado e com um quarto bem maior. Não sei se meus companheiros de piso serão tão legais e gente fina como são os que vivo agora, mas nem tudo é perfeito.

Vida

Trabalho não só enobrece o homem mas também mantém sua sanidade. Pelo menos em meu caso. A crise aqui tá foda (vou postar mais pra frente o que se tem falado sobre isso, os impactos, etc.) e trampo então, ainda mais foda de conseguir. Procurando trabalho como louco, fazendo entrevistas e ouvindo só nãos é complicado. Mas vamo que vamo minha gente, pois atrás vem gente e não posso parar, né? Bem, minha rotina é a seguinte: acordo tarde, tomo um café da manhã-almoço, faço algo da pós, tomo banho e vou pra facul, faço janta, sento na frente no computador até altas horas, durmo. Para alguns é um sonho de consumo, para mim: uma loucura. Preciso fazer algo mais importante até conseguir um emprego… sei lá… ir em uma  academia (apesar de ser paga, mas pelo menos fico bonitão para o verão! Hehehe), fazer um curso de catalão (que é de graça, mas é uma língua que apesar de linda é inútil) ou qualquer outra língua (que nesse caso, se paga)… alguma sugestão?

Pilares

Ah gente… alguns já sabem outros não, mas estou namorando. É, estou apaixonado. É uma colombiana linda, legal, inteligente… como eu. :P Ah, não sou de ficar dando detalhes de minha vida privada, mas o importante é: estou ainda mais feliz e ela me completa. Simples assim.

Bem, é isso minha gente: deixem comentários, okay?

Ah, meu novo celular é: 00 XX (34) 627 135 989

Navidad

Dezembro 6, 2008 por danilojames

luzes-natal

Pessoal, o Natal está chegando!

Tá bom, só percebi mesmo pelas decorações na rua e “ofertas” nas lojas (oferta pra mim mesmo será no dia 7 de janeiro, quando serão as REBAJAS – traduzindo: as liquidações).

É estranho, mas nessa vida de “gente grande individualista” que estou vivendo, o Natal e todos aqueles sentimentos de “fim de ano, família, união” foram por água abaixo. Muito estranho… okay, já passei Natal fora de casa no meu intercâmbio nos EUA, mas é diferente. Lá ainda tinha um sentimento de pertença a um grupo de pessoas, que se importavam uma com as outras e tal, mas agora não rola isso. Talvez seja porque aqui na Espanha o Natal seja uma data meio zero a esquerda.

Me explico: para eles o Día de Reyes no dia 6 de janeiro é bem mais importante. É feriado e é quando eles trocam realmente os presentes. Para nós é o nosso “Dia de Reis”, mas que nós, por alguma razão, perdemos o costume de comemorar. Salvo no interior do país, que acho que ainda fazem aquela algazarra com um quê “mítico-candomblé-saravá” de pessoas com roupas coloridas e máscaras assustadoras (quando eu era criança morria de medo!) que visitavam as casas das pessoas com batuques, danças tribais e é claro: oferenda – monetária – no bolso.

Mas sei lá, pra mim ta sendo diferente, pois não estou naquele clima “hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa é de quem quiser… quem vier”. Acho que é porque o ano na verdade está começando pra mim e não acabando…

Estoy vivo!

Dezembro 5, 2008 por danilojames

olhos-vi

De volta à estrada. Pois é minha gente, depois de cinco semanas de momentos únicos vividos, sorrisos que perfeitamente se encaixavam no seu cotidiano, de saborear o doce e o amargo da palavra companheirismo e de muitas conversas reveladoras – ora seguidas de epifanias sutis ora das mais complexas que só um psicólogo ou filósofo conseguiria decifrar – fui abandonado.

Calma, alto lá!

Não estou dizendo no sentido dramático da palavra, digo abandono como naquele dia que nossa mãe largou nossa mãozinha, lá na porta marrom da escola, em nosso primeiro dia de aula. Na hora era o fim do mundo, pois não conseguíamos decifrar naquele olhar as palavras implícitas de “Agora é com você, vai lá, vai dar tudo certo. Você vai ver como será importante pra você. Mas não se preocupe, logo nos veremos. Boa sorte e te amo!”.

Foi assim que me senti: um menino, com uma estrada a sua frente a ser trilhada, abandonado por uma mulher – sim, como amadureceu! – que em seu olhar dizia tudo isso. Só que dessa vez eu consegui ver. Muni, obrigado!

Mas bem, fora o abandono (ohhhhhhhhhhhh), meus dias aqui na estrangeira têm sido bem tumultuados. Tudo por causa da pós. Pois é, pensei que ia ser “fácil” mas ledo engano. Tá puxadíssimo meu povo! São trabalhos gigantes (aliás, alguns bem sem noção) que tem tomado meu tempo praticamente integral. Não tenho saído, só tomado minha cervejinha diária – agora sozinho – e fazendo trabalhos. Fora isso, a faculdade melhorou… o que no começo pra mim nada era muita novidade, agora já estou vendo algumas coisas mais “inéditas”. Fora os aprendizados diários de uma cultura – em todos seus aspectos (econômica, política, social) – bem diferente da nossa.

Aliás, meus companheiros “pulsianos” (Bru, Dani, Line, Má e Rique) como sinto falta de vocês! Vocês são perfeitos, que sinergia nós tínhamos né?! Okay, sim, estou acostumado a trabalhar em grupo, mas até então as divergências eram só no campo de “somos pessoas diferentes” e ponto. Agora o maior desafio é “somo pessoas diferentes, mas exponencialmente e CULTURAMENTE diferentes”. Isso tem um peso bem forte, mas estou aprendendo a aceitar essas diferenças e as críticas bem melhor que aceitava antes. Crescendo, crescendo.

Fora os assuntos do campo acadêmico outro assunto relevante para eu expor aqui nesse humilde broguê é o frio. Barcelona está com temperaturas entre 10° e 3°, com ventos cortantes, que deixa todas as partes do seu corpo um sorvete – isso porque o inverno nem chegou. Tá, estou reclamando de barriga cheia, minha irmã lá na Alemanha está enfrentando números negativos e tudo, mas ta f*!

Ouvi rumores que dizem que esse será o inverno mais rigoroso dos últimos 30 anos… que sorte né? Não estava preparado… tive que ir na Decathlon e comprar umas meias anti suor (esqueci que o pé sua e que isso faz com você tenha uma sensação de CONGELAMENTO que você sofre bastante!), um tênis bem feio, um pouco mais acolchoado mas que me custou € 13 (dica: ALL STAR foi feito para países tropicais!) e uma blusa de tecido térmico (feio mas pela bagatela de € 5!).  Espero que esteja preparado para o Natal siberiano na Alemanha, que passarei com minha irmã.

Eita, ficou um post tão grande que ninguém vai ler… amanhã posto mais!

Caminando por la vida

Outubro 29, 2008 por danilojames

É ótimo alcançar e, por que não dizer, superar coisas que você nunca pensou que um dia faria sozinho.  Saborear essa independência é quase surreal.

Sim, meu povo: consegui cortar minhas unhas do pé! E também fiz uma omelete digno de chef com bacon, champignon e queijo e ficou inteiro. UHU! (veja fotos das minhas inclusões gastronômicas no meu flickr >> link ai do lado!)

Bem, deixando o meu lado Bozo de lado, agora as novidades:

Operação

Já estou quase 100%. Ainda me dói (o corte) quando pego peso ou vem um espirro/tosse desavisado, mas agora é só esperar que ela passará com o tempo. Obrigado pelas energias positivas.

Faculdade

Finalmente começou. Ainda é cedo para dizer que estou gostando, porque até agora novidade pra mim é só a dinâmica sobre o mercado consumidor espanhol e europeu – e em parte o latino também.

Digo isso porque, apesar do mercado latino não fazer parte do cenário acadêmico, somos em 35 alunos que se dividem da seguinte maneira:

9 são espanhóis (catalães, canários, castellanos)

5 são europeus (italiana, portugueses e belgas)

6 são brasileiros (okay, também somos latinos mas não hispanohablantes)

15 são latinos (colombianos, mexicanos, nicaragüenses, entre outras nacionalidades)

Logo, já sei o que são entornos micro e macroambientais e a importância deles para um plano de marketing, mas a dinâmica de outros mercados é o de “fresh” que estou tirando do curso.

Ah, vai ser bem puxado: já temos que formar grupos, escolher produtos e entregar uma meia dúzia de trabalhos e apresentações até a primeira quinzena de novembro! Ufa!

Trabalho

Tá foda. Já fiz 3 entrevistas e até agora nada. Acho que na escolha entre um profissional com cidadania e um estudante, eles dão preferência aos de cidadanias porque a BURROCRACIA aqui para um estudante trabalhar é muito chata, e cara!

Se até semana que vem não tiver mais nenhuma novidade, vou bater na porta de restaurantes e hotéis mesmo… a crise me afetou geral, preciso de grana. Ah, se alguém souber de algum trampo freelancer que eu possa fazer daqui, lembrem de mim!

Vida

Tá ótima gente. Mesmo. Estou adorando. Já não tem mais tantas novidades e já até dá uma preguiça, só estou esperando pela rotina “trampo-facul-casa”, mas um dia chega.

Mas o melhor é que não estou sozinho. Lucas veio e ficou 2 semanas, agora a Vi está aqui… logo sempre tenho alguém para conversar, trocar idéias, cozinhar, rir e beber. Por isso que dei uma sumida do blog, foram tantas coisas intensas, conversas e tal que acabei não tenho tempo de sentar na frente do computador e escrever – mas vou tentar mais, vale?

Acho que é isso por enquanto… postarei a medida que for lembrando do que se passou nos últimos dias.

Saludos a todos!

Solo

Outubro 12, 2008 por danilojames

Pessoas novas. Áustria. Burocracias. Entrevista. Dor. Apêndice. Solidão. Remédio.

Pessoas novas. Conheci uma garota no consulado espanhol de Sampa no dia que entreguei meus documentos. Trocamos telefone, ele é de Curita e se chama Andrea. Pessoa boníssima, papo ótimo, uma nova amiga que me apresentou a novos amigos também. Uma casa com cara de coração de mãe, pois acredito que lá sempre cabe mais um.

Áustria. Um jantar austríaco na casa da Andrea, onde conheci um (austríaco) gente fina também. Embalados pelo álcool, desenfreamos a conversar sobre engenharia, capitalismo, terceiro mundo, vida. E vi que não sou tão alienado como me pintava antes – e nem tão anti-social.

Burocracia. Espanha adora uma burocracia. Sério, depois de tantas horas no consulado em Sampa pensei que não ia sofrer mais. Ledo engano, 4 horas de filas intermináveis depois, finalmente estou “legal” com meu RG de estudante aqui na Espanha.

Entrevista. Essa crise toda que está no mundo, a desvalorização do Real e a inflação européia estão me deixando mais pobre e em um espaço de tempo mais rápido do que esperava. Logo, preciso de um trabalho o mais rápido possível. Fui pra minha primeira entrevista. Departamento de marketing da Vueling.com, uma das dezenas de empresas de aviação low-fare aqui na Europa. Super legal. Marketing de consumo/serviço. Vamos ver.

Dor. Acordei na quinta-feira com uma puta dor no abdômen, fiz a entrevista e a dor continuava. Liguei pro meu seguro saúde. Médico particular em casa. Clínica particular. Exames, exames, exames. Sim, meu apêndice resolveu dar um grito de que ele existe. Até agora não sei por que os seres humanos ainda nascem com isso. Operação emergencial à noite. Anestesia geral. Dor. Dor. Dor. Acho que nunca dormi tanto na minha vida. E nunca fiquei tanto tempo sem comer também. Sério, de quarta-feira a sábado a tarde.  Até então tinha sido só 2 tentativas de sopa – uma canja sem sal, sem arroz e sem o frango, ou seja, água com gosto de gordura. Quinta a domingo num quarto de hospital.

Solidão. Mas o mais foda, sem ser tão dramático, foi a solidão. Fiquei doente justamente em um fim de semana onde meus dois companheiros de piso estavam viajando. E ligar para novos amigos que conheceste há menos de uma semana pedindo para vir ao hospital é demais. Logo, foi deitar e se acostumar com um ano ON YOUR OWN e ver que vai ser bem difícil.

Remédio. Mas descobrir que o melhor remédio para qualquer doença é a presença de pessoas. Sim, pessoas. Até sábado a tarde, ainda sentia dores bem fortes acho que potencializadas pelo tédio. Mas Lucas deixou terras lusitanas num impulso não muito altruísta, confessados para mim mais tarde, e veio me salvar. Logo, uma prima de longa data também. E mais tarde meus companheiros de piso (sim, foi uma confusão que não vale a pena ser contada). Resultado: recuperação boa, cicatrização ótima, e alta no dia seguinte! Uhú!

Mas agora estou bem, quarta tirarei os meus GRAMPOS, terei que ficar de molho e emagrecendo a força. Até o que te derruba te dá forças, não?!

Há Momentos

Outubro 5, 2008 por danilojames

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

Clarice Lispector (na verdade é un APÓCRIFO da internet, mas é sutil e belo)

besos